The Club

Postado por Info Games 6 de set de 2008


Vejamos: um milionário excêntrico organiza um campeonato secreto, com combates até a morte, em diversos cenários ao redor do planeta, para satisfazer os impulsos sádicos de outros ricaços. Já viu este filme antes? Pois desta premissa nada original surge um jogo de ação frenética, bem diferente do que se vê atualmente nas lojas. Pena que o diferencial não seja o bastante para fazer com que "The Club" se torne um jogo marcante.

Ação com sabor de corrida

Jogo de ação diferente
Além da sinopse, que parece ter saído de um filme B, os aspectos técnicos e a direção de arte de "The Club" são tão insossos que, no fim das contas, passam batidos: há oito personagens marrentos, mas sem grande carisma, que enfrentam, entre em galpões abandonados, fábricas, becos e edifícios decadentes, infindáveis legiões de inimigos anônimos que, na maioria das vezes, morrem com tiros que não necessariamente precisam ser muito certeiros.

Depois de passar por alguns cenários ou trocar de personagens, mesmo com o jogo afirmando que eles possuem habilidades bem distintas, você dificilmente irá se lembrar de alguma característica marcante de algum deles. Nem mesmo de algum efeito especial ou sensação de envolvimento durante os tiroteios.

Com uma apresentação tão comum, mas correta no que diz respeito à performance e precisão dos comandos, o que resta a "The Club" é sua abordagem bastante peculiar à ação propriamente dita. A Bizarre Creations, criadora da popular série de corrida "Project Gotham" e também do viciante "Geometry Wars", entregou um jogo de tiro com aspectos nitidamente inspirados nestas suas duas franquias - ação em terceira pessoa focada na velocidade e na precisão, com a proposta de instigar o jogador a repetir a experiência por várias e várias vezes, com o único intuito de aumentar seu placar.

Conhecendo seu território

Fuga alucinada na prisão
Mesmo com algumas variações - como uma em que se não pode abandonar uma área fechada no cenário - a ação do jogo se resume a escolher um personagem e completar o mapa no menor tempo possível, com a maior pontuação. São partidas curtas, com algumas que não passam de 60 segundos.

Para instigar o jogador a entrar na brincadeira, há uma intimidadora barra de combo que se enche à medida que inimigos são derrotados (ou placas com o desenho de uma caveira são encontradas). Tiros à distância, ou na cabeça, por exemplo, garantem mais pontos. Ações dignas de filmes de ação, como pular pela janela atirando, também ajudam a contabilizar um placar mais gordo.

É relativamente fácil encher a tal barra, mas há um detalhe importante: ela vai se esvaziando rapidamente naqueles momentos em que você simplesmente está correndo, explorando o mapa, com suas atenções voltadas para encontrar a saída e não os inimigos.

Assim, é comum que as primeiras partidas resultem em um placar baixo. Pela lógica da Bizarre Creations, aí é onde mora a diversão: repetir os cenários por muitas vezes para memorizar o caminho e as localizações dos itens e inimigo, aperfeiçoando suas técnicas e, conseqüentemente, aumentando o placar.

Topo do ranking

Sobrevivente solitário
No "Tournament", o modo principal do jogo, tudo funciona bem uma vez que há a vontade de habilitar todos os cenários e opções, além da curiosidade em descobrir o que vem a seguir. Só que a experiência é bem curta e, em algumas poucas horas, é possível chegar ao final (e conseguir algumas conquistas fáceis, na versão para 360).

Depois, com todo o conteúdo disponível, sobram as opções de escolher missões específicas ou montar sua própria lista de mapas, mas o jogo não oferece mais nenhum incentivo extra, como um sistema de evolução das habilidades dos personagens ou compra de novos itens, por exemplo.

O modo online também é padrão, como modos básicos como deathmatch, somado à possibilidade de comparar o seu placar com os dos outros jogadores. Mas não há nada mais para impulsionar o interesse, deixando claro que "The Club" compartilha da mesma natureza de muitos jogos criados há mais de 20 anos - você jogava um jurássico "Space Invaders" dezenas de vezes só para ver suas iniciais no topo do ranking do fliperama do seu bairro e se vangloriar com seus amigos, nada mais do que isso - e que hoje já não tem muitos admiradores, ainda que funcione bem à sua própria maneira.

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